sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Educação e mídia na Campus Party 2011

Está tudo pronto para a 4ª edição da Campus Party Brasil, que acontece entre os dias 17 e 23 de janeiro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Para a edição deste ano, a organização do evento aumentou o número de vagas. São 6.500. E, acredite, todas já preenchidas. Mas quem se interessar,pode acompanhar as notícias pelo site oficial e nas próximas edições da revistapontocom.
Além de debates, oficinas, painéis e mesas-redondas sobre diversos temas ligados à cultura digital, há muitas palestras interessantes. Entre os convidados: Tim Berners-Lee, o criador da web; Al Gore, o ex-vice presidente dos EUA e autor do documentário Uma Verdade Inconveniente; Jon “Maddog” Hall, presidente e diretor-executivo da Linux International; Ben Hammersley, editor da Wired UK, publicação sobre tecnologia respeitada mundialmente; Steve Wozniak, ou iWoz, como também é conhecido, co-fundador da Apple; Kul Wadhwa, diretor gerente da Wikimedia Foundation/Wikipedia, e Stephen Crocker, personalidade presente na criação dos protocolos da Arpanet, que serviram como base para a Internet de hoje.
quer saber mais? visite o site oficial
A educação e sua interface com os meios de comunicação também não estão de fora.

Fonte – RedeEduca e site oficial da Campus Party 2011

 Revista Ponto Com, Ponto Central, 13/1/2011
Link: http://www.revistapontocom.org.br/ponto-central/educacao-e-midia-na-campus-party-2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Não basta ligar para o número 100


O jornal O Globo de 24 de agosto publicou matéria de meia página com direito à chamada na primeira página, sob o título " Denúncias que ficam no caminho".
A reportagem mostra a ineficácia no Brasil do sistema de denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes, baseando-se no levantamento feito pela Associação Nacional de Centros de Defesa ( ANCED). Foram analisadas 118 denúncias de abuso sexual e de exploração sexual de crianças e adolescentes, recebidas pelo telefone 100 do governo federal, entre 2005 e 2009 em 15 estados brasileiros. Os resultados são desanimadores: apenas oito denúncias viraram ações penais, sendo que só três já foram julgadas. Esses resultados frustram a expectativa da família vítima e daqueles que vencendo resistências naturais, usaram seu tempo denunciando. Por outro lado, e isto é grave, a falta de resultados incentiva pedófilos, sociopatas e criminosos a continuar com suas atividades, uma vez que nada acontecerá com eles. De nada adianta o governo divulgar o número 100 para denúncias, gratuitas e anônimas para todo o país, de violência contra crianças e adolescentes se depois nada acontece. Não há um sistema integrado? O Estado é responsável e deveria explicar o que está ocorrendo.
Sabe-se que um número telefônico nacional não existia no Brasil até que por forte pressão internacional o Ministério da Justiça do então governo Fernando Henrique, decidiu criar em 1997, em parceria com a ONG Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência ( ABRAPIA ), o primeiro Disque Denúncia em nível nacional. O objetivo era receber, registrar, encaminhar e acompanhar denúncias de todo o país de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. O número 0800990500 , com o apoio da EMBRATUR foi intensamente divulgado em todo o país. Muitas ONGS foram mobilizadas. Muitos treinamentos foram feitos. Nos estados e nos municípios faziam parte de um sistema integrado, ONGS, o Programa Sentinela do governo federal, conselhos tutelares, delegacias e Ministério Público.
Em abril de 2003 o governo decidiu assumir o Disque Denúncia. Surgiu então o tel. 100. Foi decidido não só atender denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes que era o objetivo inicial, específico como deve ser e é na maioria países, mas toda forma de violência contra crianças e adolescentes. Agigantou-se equivocadamente um programa que perdeu a sua especificidade e sua retaguarda de proteção à criança e ao adolescente. Ainda não há conselhos tutelares em todo o país como determina a lei e muitos , se não a maioria, trabalham sem recursos humanos e materiais. O Programa Sentinela deixou de crescer e caiu na obscuridade.
A reportagem de O Globo mostra que a maioria das denúncias ou desapareceram, ou foram arquivadas ou estavam paradas.
É desalentador. As denúncias feitas pela reportagem merecem explicações. A matéria merece ser aprofundada.
Mas nada disso pode desestimular a denúncia, primeiro passo para a proteção de crianças e adolescentes. Corrigidas a falhas o tel. 100 é uma arma indispensável para a defesa dos direitos de vítimas de abuso e exploração sexual e a punição dos agressores.
Lauro Monteiro
Editor

Pela Infância

Crianças de 3 a 6 anos expressaram, por suas diferentes linguagens, seus desejos, necessidades e vontades, que se traduziram em ações no Plano que será entregue ao Governo.

Conheça o arquivo em pdf do Plano Nacional pela Primeira Infância na Voz das Crianças - o Deixa eu Falar.
saiba mais: http://www.aliancapelainfancia.org.br/